Vote na Dilma e ganhe, inteiramente gratis, um José Sarney de presente agregado ao Michel Temmer.
Mas não é só isso, votando na Dilma você também leva, inteiramente grátis (GRÁTIS???) um Fernando Collor de presente.
Não pense que a promoção termina aqui.
Votando na Dilma você também ganha, inteiramente grátis, um Renan Calheiros e um Jader Barbalho.
Mas atenção: se você votar na Dilma, também ganhará uma Roseana Sarney no Maranhão, uma Ideli Salvati em Santa Catarina e uma Martha Suplício em S. Paulo.
Ligue já para a Dirceu-Shop, e ganhe este maravilhoso pacote de presente: Dilma, Collor, Sarney pai, Sarney filho, Roseana Sarney, Renan Calheiros, Jáder Barbalho, José Dirceu, Delúbio Soares, José Genoíno, e muito, muito mais, com um único voto.
E tem mais, você também leva inteiramente grátis, bonequinhos do Chavez, do Evo Morales, do Fidel Castro ao lado do Raul Castro, do Ahmadinejad, do Hammas e uma foto autografada das FARC´s da Colombia.
Isso sem falar no poster inteiramente grátis dos líderes dos bandidos “Sem Terra”, Pedro Stedile e José Rainha, além do Minc com uniforme de guerrilheiro e sequestrador.
Ganhe, ainda, sem concurso, uma leva de deputados especialistas em mensalinhos e mensalões. E mais: ganhe curso intensivo de como esconder dinheiro na cueca, na meia, na bolsa …, ministrado por Marcos Valério e José Adalberto Vieira da Silva e José Nobre Guimarães.
Tudo isto e muito mais!
=============
TSE retira comentário do Arnaldo Jabor do Site da CBN
Leia o comentário de Dora Kramer, Estadão de Domingo:
‘A decisão do TSE que determinou a retirada do comentário de Arnaldo Jabor do site da CBN, a pedido do presidente ‘Lula’ até pode ter amparo na legislação eleitoral, mas fere o preceito constitucional da liberdade de imprensa.
Me lembro muito bem da primeira vez que fui ao Maracanã, num 0×0 entre Flamengo e Vasco, com meu pai, pelos anos de 1997. Lembro da primeira namorada, que despertava encanto e desencantos. Também lembro da primeira vez que fui a Marquês de Sapucaí, em 1998. O primeiro dia de faculdade… Muitas primeiras vezes…
Mais uma entrará para o hall das inesquecíveis primeiras experiências. Essa, com uma saborosa sensação, guardada e esperada por mais de oito anos, adiada tantas vezes e imprevistas em outras. A noite mal dormida e repleta de ansiedade, dava o tom do que estava por vir: A primeira visita à minha escola do coração.
Foram tantos momentos vividos em diversos lugares pelos lados de cá da Via Dutra, com pessoas e até imaginações, mas nenhuma descreverá aquele momento ÚNICO. As maiores emoções que tive na última década, tiveram nome e sobrenome: Mocidade Alegre. De tanta expectativa, sequer imaginei como seria estar na Morada do Samba, ao vivo, ouvindo obras que tocaram meu coração e me fizeram um pouco mais paulistano nos últimos anos.
Mas aí você me pergunta: Mas tanta emoção por causa de uma escola de samba?
Não é apenas uma escola de samba! É a Maldição do Samba! O Marcelo D2 já tentou, em vão, explicar em (mais de uma) música porque pessoas são tocadas tão fortemente pelos surdos e tamborins. Eu sou uma dessas. Assim como tenho uma história, miúda, pequena, quase despercebida, no samba carioca, também tenho no samba paulistano.
Sabe aquela criança que vai pela primeira vez ao circo, ou parque de diversões, e seus olhos brilham e ficam marejados por qualquer coisa? Assim estava eu, veterano de Sapucaí, mais de 20 desfiles no Maior Espetáculo da Terra e mais famosa manifestação cultural do mundo. Mas o que são todas essas grandiosidades, quando o assunto tratado é AMOR? Já na entrada, a imensa fila me encantava, as pessoas, os sotaques da Terra da Garoa e até os olhares de desconfiança para a minha camisa, cartão de visita que eu era do RJ.
Após apresentar a carteira de ritmista e ter a entrada autorizada e eu avistar pela primeira vez a quadra por dentro, uma explosão aconteceu em mim. Não lembro de nada do que falaram para mim, nem do que estava acontecendo, nem de rostos e nem mesmo quem eu era. Ali estava, frente a frente de uma das maiores paixões da minha vida. O som característica do samba paulistano, da bateria da Mocidade, apelidada (e com justiça) de Ritmo Puro, foram os cartões de identidade para um dia histórico.
Andando em meio a tantos apaixonados (outros nem tanto), as baianas, enfileiradas, já me impressionaram as formas do palco e a quantidade de sambistas realmente, diferente do RJ, onde as finais são repletas de “paraquedistas”. Clóvis Pê assume o microfone e começa a destruir de vez meu peito, que àquela altura, já estava mais disparado que um Fórmula 1. Ao começar os versos do samba de 2007, entendi o que realmente estava vivendo…
A emoção transbordava da veia, os olhos estavam marejados, o momento eternizado.
A vitória dos cariocas e paulistanos, na escolha do samba para 2011, foi uma bela analogia escrita pelo destino: A união de RJ e SP em favor do samba.
Pobre Vinícius de Moraes, que em raro dia de pouca inspiração soltou o pior de seus versos: São Paulo é o Túmulo do Samba. Com certeza ele não conhecia a Morada e tudo o que senti!
De fato, Morada, você é a “campeã de emoções”…
Samba Campeão:
Compositor(es): Douglas, Edimilson, Igor Leal, Marcio Bueno, Rodriguinho e Victor Alves
Oh meu pavilhão
Orgulho e fascinação
A conduzir nossa família
Nessa viagem de encanto e sedução
Gostoso é ser criança, guardar na lembrança
O universo infantil
Terra encantada é doce a ilusão
Onde brinquedos ganham vida
Dando asas à imaginação
Tem magia no ar
Incrível! quem vai desvendar?
Abracadabra, procure entender
Fantástico, é iludir você
Iluminado
É o artista em toda forma de expressão
Na tela do cinema, efeitos visuais
Transmitem sensações tridimensionais
É arte ou será ilusão?
Em cena o mistério, iludindo o olhar
E assim, segue a humanidade a procurar
O mundo ideal pra eternizar
Na vida é preciso delirar
Alegre desfila a paixão
No “paraíso” da minha ilusão
Sou mocidade, força, raça e união
Quem é da morada é mais feliz
Tem amor no coração
Do samba eu sou, a campeã de emoções
Delirante é o Carrossel das Ilusões
Gente que tá perto, gente que tá longe, gente que fala diariamente contigo, gente que nem olha mais pra você, gente que conhece há anos, gente que nem se conhece…
Gente que te feriu, gente que te acaríci, gente que já se foi, gente que ainda virá, gente que você vê pela janela, gente que você nem vê, gente demais, gente de menos…
Gente que dizia oi e agora diz tchau, gente que dizia tchau e agora diz oi, gente que não diz nada, gente que diz tudo, gente do meio, gente ao avesso…
Na última postagem comentei sobre a briga entre dois grandes sambistas na década de 20, Noel Rosa x Wilson Batista. Hoje falarei sobre outra famosa briga, mas nunca declarada por nenhuma das partes: Paulinha da Viola x Benito de Paula.
Corria a década de 70, Paulinho da Viola era consagrado sambista e tinha não só consquistado o status de Embaixador da Portela, sua escola de coração e onde ganhou a disputa de samba-enredo de 1966, como sido aclamado pelo público depois de o sucesso da música “Pecado Capital”, na nova de mesmo nome.
Eis que surge, com grande sucesso, um cantor/compositor que utilizava-se do piano, terno e gravata para cantar samba. Sua vendagem alcança o grande público e acaba por colocar em xeque o que realmente é o samba, haja vista que a Bossa-Nova, enorme sucesso nas duas década anteriores, também era colocada como segmento do samba.
Diante o cenário, Paulinho compôs “Argumento”, onde reclamava da descaracterização do sambas e, principalmente, do ritmo em si. Benito “vestiu a carapuça” e respondeu com uma música carnavalizada, falando de tamborim, surdo, desfiles etc. Justamente o que Paulinho criticava na letra, ausência de elementos essencialmente sambísticos. Porém, outras músicas também foram direcionadas como resposta para o portelense.
Paulinho nunca respondeu ou “enfrentou” com outro samba. Alguns anos depois, Paulinho e Benito se encontraram. Fizeram as pazes. E mais uma lenda morreu.
Vejam a letra:
Argumento
Paulinho da Viola
Composição: Paulinho da Viola
Tá legal
Tá legal, eu aceito o argumento
Mas não me altere o samba tanto assim
Olha que a rapaziada está sentindo a falta
De um cavaco, de um pandeiro ou de um tamborim
Sem preconceito ou mania de passado
Sem querer ficar do lado de quem não quer navegar
Faça como um velho marinheiro
Que durante o nevoeiro
Leva o barco devagar
X
Não Me Importa Nada
Benito Di Paula
Composição: Benito di Paula
Já não tenho hora, já perdi meu sono
Não me importo nada, eu lhe abandono
Já não tenho hora, já perdi meu sono
Não me importo nada, eu lhe abandono
Você me aborrece, com opiniões
Você nem merece, nem me ver passar
Você quer que eu fale, mas eu vou dizer
Olha, eu só tenho que ter
Pena de você
Você está perdido, se perdeu no tempo
Da cabeça aos pés, tá cheio de vento
Faça alguma coisa, deixa a gente em paz
Olha o campo verde, é todo seu, rapaz!
OUTRA MÚSICA
RETALHOS DE CETIM
Benito de Paula
Ensaiei meu samba o ano inteiro,
Comprei surdo e tamborim.
Gastei tudo em fantasia,
Era só o que eu queria.
E ela jurou desfilar pra mim,
Minha escola estava tão bonita.
Era tudo o que eu queria ver,
Em retalhos de cetim.
Eu dormi o ano inteiro,
E ela jurou desfilar pra mim.
Mas chegou o carnaval,
E ela não desfilou,
Eu chorei na avenida, eu chorei.
Não pensei que mentia a cabrocha,
Que eu tanto amei…
A maior briga/provocação da história da música brasileira rendeu as mais belas obra-primas da nossa cultura…
Entendam a polêmica e divirtam-se!
Começou com “Lenço no Pescoço” onde Wilson Batista falava de maneira pejoratva do malandro sambista e o Noel respondeu com “Rapaz Folgado”. Depois Wilson contra atacou com “Mocinho da Vila”, que gerou a antologia “Feitiço da Vila”. Batista então compôs “Conversa Fiada”, mas Noel, puto, atacou com “Palpite Infeliz (uma das minhas músicas prediletas do Noel e inspiradora do blog, em 2008). Então já sem argumentos, o rival fez “Frankstein da Vila”. A letra tratava do defeito de nascimento do Poeta da Vila, devido a um fórceps. Péssimo gosto do talentosíssimo sambista…
Só que Noel não respondeu e ainda pegou uma melodia do Wilson e colocou uma letra, fazendo as pazes. Chama-se “Deixa de ser convencido”
Acompahe o vídeo e as letras. Diversão, talento e um jeito carioca especial de se fazer música, que se perdeu!
Vejam a disputa:
Lenço no Pescoço
Wilson Batista
Meu chapéu do lado
Tamanco arrastando
Lenço no pescoço
Navalha no bolso
Eu passo gingando
Provoco e desafio
Eu tenho orgulho
Em ser tão vadio
Sei que eles falam
Deste meu proceder
Eu vejo quem trabalha
Andar no miserê
Eu sou vadio
Porque tive inclinação
Eu me lembro, era criança
Tirava samba-canção
Comigo não
Eu quero ver quem tem razão
E eles tocam
E você canta
E eu não dou
x
Rapaz Folgado
Noel Rosa
Deixa de arrastar o teu tamanco
Pois tamanco nunca foi sandália
E tira do pescoço o lenço branco
Compra sapato e gravata
Joga fora esta navalha que te atrapalha
Com chapéu do lado deste rata
Da polícia quero que escapes
Fazendo um samba-canção
Já te dei papel e lápis
Arranja um amor e um violão
Malandro é palavra derrotista
Que só serve pra tirar
Todo o valor do sambista
Proponho ao povo civilizado
Não te chamar de malandro
E sim de rapaz folgado
——————————————————————————————————————————–
Mocinho da Vila
Wilson Batista
Composição: Wilson Batista
Você que é mocinho da Vila
Fala muito em violão, barracão e outros fricotes mais
Se não quiser perder
Cuide do seu microfone e deixe
Quem é malandro em paz
Injusto é seu comentário
Falar de malandro quem é otário
Mas malandro não se faz
Eu de lenço no pescoço desacato e também tenho o meu cartaz
X
Feitiço da Vila
Noel Rosa
Composição: Noel Rosa / Vadico
Quem nasce lá na Vila
Nem sequer vacila
Ao abraçar o samba
Que faz dançar os galhos,
Do arvoredo e faz a lua,
Nascer mais cedo.
Lá, em Vila Isabel,
Quem é bacharel
Não tem medo de bamba.
São Paulo dá café,
Minas dá leite,
E a Vila Isabel dá samba.
A vila tem um feitiço sem farofa
Sem vela e sem vintém
Que nos faz bem
Tendo nome de princesa
Transformou o samba
Num feitiço descente
Que prende a gente
O sol da Vila é triste
Samba não assiste
Porque a gente implora:
“Sol, pelo amor de Deus,
não vem agora
que as morenas
vão logo embora
Eu sei tudo o que faço
sei por onde passo
paixao nao me aniquila
Mas, tenho que dizer,
modéstia à parte,
meus senhores,
Eu sou da Vila!
—————————————————–
Conversa fiada
Wilson Batista
Composição: Wilson Batista
É conversa fiada dizerem que o samba na Vila tem feitiço
Eu fui ver para crer e não vi nada disso
A Vila é tranqüila porém eu vos digo: cuidado!
Antes de irem dormir dêm duas voltas no cadeado
Eu fui à Vila ver o arvoredo se mexer e conhecer o berço dos folgados
A lua essa noite demorou tanto
Assassinaram o samba
Veio daí o meu pranto
X
Palpite Infeliz
Noel Rosa
Composição: Noel Rosa / Araci de Almeida
Quem é você que não sabe o que diz?
Meu Deus do Céu, que palpite infeliz!
Salve Estácio, Salgueiro, Mangueira,
Oswaldo Cruz e Matriz
Que sempre souberam muito bem
Que a Vila Não quer abafar ninguém,
Só quer mostrar que faz samba também
Fazer poema lá na Vila é um brinquedo
Ao som do samba dança até o arvoredo
Eu já chamei você pra ver
Você não viu porque não quis
Quem é você que não sabe o que diz?
A Vila é uma cidade independente
Que tira samba mas não quer tirar patente
Pra que ligar a quem não sabe
Aonde tem o seu nariz?
Quem é você que não sabe o que diz?
———————————————————
Frankenstein da Vila
Wilson Batista
Composição: Wilson Batista
Boa impressão nunca se tem
Quando se encontra um certo alguém
Que até parece um Frankenstein
Mas como diz o rifão: por uma cara feia perde-se um bom coração
Entre os feios és o primeiro da fila
Todos reconhecem lá na Vila
Essa indireta é contigo
E depois não vá dizer
Que eu não sei o que digo
Sou teu amigo
X
Deixa de ser convencida Composição: Noel Rosa e Wilson Baptista (1935)
Deixa de ser convencida
Todos sabem qual é
Teu velho modo de vida
És uma perfeita artista, eu sei bem,
Também fui do trapézio,
Até salto mortal
No arame eu já dei.
E no picadeiro desta vida
Serei o domador,
Serás a fera abatida
Conheço muito bem acrobacia
Por isso não faço fé
Em amor, em amor de parceria
(Muita medalha eu ganhei!)
Graças a uma pergunta no MSN sobre qual música mais gostava do Tom Jobim, surgiu a ideia do post.
As músicas prediletas dos meus artistas prediletos! Então, sem enrolação, vamos a eles… Pode ser que esteja esquecendo de alguém, mas vou acrescentando conforme lembre, afinal de contas, estou debilitado e já são altas horas da madrugada.
Tentarei escolher apenas uma de cada, mesmo em muitos existindo mais.
Artistas Solos
Tom Jobim – Dindi
Cartola – Tive Sim
Nelson Cavaquinho – Luz Negra
Noel Rosa – Fita Amarela
Jorge Vercillo – Monalisa
Cazuza – Ideologia
Chico Buarque – João e Maria
Jovelina Pérola Negra – Sorriso Aberto
Djavan – Pétala
Jorge Vercillo – Final Feliz
Bezerra da Silva – Pai Véio 171
Roberta Sá – Eu sambo mesmo
Tim Maia – Gostava Tanto de Você
Caetano Veloso – Você é linda
Gilberto Gil – Aquele Abraço
Adriana Calcanhoto – Esquadros
Paulinho da Viola – 14 anos
Toquinho e Vinícius – Regra Três
Luiz Gonzaga – Xote das Meninas
João Nogueira – Espelho
Jorge Benjor – Por Causa de Você, menina
Marisa Monte – Pra Ser Sincero
Bandas
Natiruts – Meu Reggae é Roots
Titãs – Sonífera Ilha
Biquini Cavadão – Camila, Camila
Ultraje a Rigor – Nós Vamos Invadir sua Praia
O Teatro Mágico – Realejo
Guns ‘n Roses – Patience
Red Hot – Otherside
Fundo de Quintal – Bebeto Loteria
RPM – Alvorada Voraz
Há muitos outros, mas agora não me recordo. Por enquanto, são esses…
1 – A Copa União, competição criada pelo Clube dos 13, já havia sido iniciada e com jogos já realizados, quando a falida CBF de 1987 resolveu voltar atrás da decisão de não realizar um campeonato nacional da primeira divisão naquele ano. Assim propôs um quadrangular final entre os 2 primeiros colocados da Copa União e os respectivos colocados no campeonato que ela criou. A CBF chamou a Copa União de módulo verde, a segunda divisão de módulo amarelo, a tercceira de módulo azul e a quarta de módulo branco. A inserção da Copa União nesta fórmula foi SEM a anuência do Clube dos 13.
2 - A CBF, com medo de perder a organização do futebol nacional para o Clube dos 13, resolveu criar essa fórmula maluca a fim de passar a imagem de que ela organizara esta competição. A verdade é que toda a organização, desde a tabela, até os contratos de transmissões e patrocínios foi feita pelo CB-13.
3- O FLAMENGO, nem nenhum clube que jogou o módulo verde (a primera divisão), assinou documento algum ou concordou a jogar um quadrangular final contra os vencedores do módulo amarelo. Quem decidiu isso foi o Clube dos 13 que, por ser o organizador da competição, PROIBIU que seus participantes aceitassem esse quadrangular final.
4 – Durante a querela, o “digníssimo” Sr. Eurico Miranda, Vice-Presidente (vice de novo!) do CB-13, por motivos até hoje obscuros, assinou um termo de compromisso com a CBF para que o quadrangular final fosse realizado. Esse documento não tem validade jurídica pois, segundo o estatuto do CB-13, as decisões que envolvem todos os participantes do CB-13 têm que ser votadas e essa não foi. Detalhe que esse documento se deu muito APÓS o início da Copa União.
5 – Ao término da competição o FLAMENGO foi o campeão da Copa União, considerada por TODOS a primeira divisão daqueles ano. O módulo amarelo foi “vencido” pelo Sport Clube Recife após uma decisão com o Guarani de Campinas que foi decidida nos pênaltis. Após um empate de 11 a 11, isso mesmo, 11 a 11, houve ainda dentro de campo um acordo entre os dirigentes dos dois times que decidiram “dividir” o título deste módulo. NÃO HOUVE CAMPEÃO NO MÓDULO AMARELO.
6 – Após as comemorações do Tetra e das festas de fim de ano a CBF resolver definir as datas do tal quadrangular final entre FLAMENGO, Inter, Sport e Guarani. O Clube dos 13 VETOU a participação dos seus afiliados. Guarani e Sport participaram deste quadrangular de dois clubes:
24 de janeiro de 1988: Guarani – Flamengo (Guarani venceu por W.O.)
24 de janeiro de 1988: Sport – Internacional (Sport venceu por W.O.)
27 de janeiro de 1988: Guarani – Internacional (Guarani venceu por W.O.)
27 de janeiro de 1988: Flamengo – Sport (Sport venceu por W.O.)
30 de janeiro de 1988: Guarani 1-1 Sport
07 de fevereiro de 1988: Sport 1-0 Guarani
7 – Após estas “finais” a CBF não tomou partido de nenhum lado e simplesmente se omitiu de declarar um campeão. A questão foi CND (Conselho Nacional de Desportos), órgão máximo do desporto nacional, que decidiu que o FLAMENGO foi o campeão brasileiro da primeira divisão, o Inter o vice. O Sport da segunda divisão e o Guarani o vice. A CBF declara o FLAMENGO campeão e informa à FIFA.
8 – O Sport, inconformado com a decisão, entra na justiça comum, o que vai contra a FIFA que determina que nenhum clube que pertence a uma filiada sua (CBF) pode ingressar na justiça comum para mudar uma decisão da justiça desportiva.
9 – Em uma ação na Justiça Federal de Pernambuco, é deferido o pedido do Sport e a justiça determina que a CBF declare o Sport campeão de 1987. Indo contra determinação da FIFA, a CBF não pune o Sport por ter ingressado na justiça comum.
10 – Em 1997, por ocasião do pedido do Sport e de ingressar no Clube dos 13, TODOS os clubes, inclusive o Sport, assinam um ofício encaminhado a CBF para que seja reconhecido o título do FLAMENGO e que seja feita uma divisão entre os dois clubes.
Bom, após o último capítulo da novela chegamos aos dias atuais e aos últimos acontecimentos que todos já sabem. Para terminar os fatos, só a divisão dos grupos para terem uma idéia da diferença gritante da Copa União para o módulo amarelo:
Copa União (primeira divisão):
FLAMENGO, Atlético – MG, Grêmio, Palmeiras, Cruzeiro, Botafogo, Bahia, Corinthians, Santa Cruz, Fluminense, Internacional, Vasco, Góias, São Paulo, Coritiba e Santos.
Módulo amarelo (segunda divisão):
Atlético – PR, Guarani, Criciúma, Portuguesa, Atlético Goianiense, Inter de Limeira, Joinville, Rio Branco, Sport, Vitória, Bangu, Náutico, Treze, CSA, Ceará e América – RJ.
Agora que a porca torce o rabo. Quem, em sã consciência, vai dizer que não há uma clara divisão de qualidade indiscutível entre os grupos? Quem aceitaria uma mudança de regras no meio do caminho e jogaria com os 2 primeiros colocados da segunda divisão em um quadrangular final, sabendo que seria punido pelo CB-13 se aceitasse jogar?
Repito, contra fatos não há argumentos e todos estes são fatos reais e comprovados.
Agora a grande questão é o que vai acontecer depois da entrevista coletiva de Patrícia Amorim, que por sinal foi muito boa e correspondeu as minhas expectativas. Deflagrar guerra contra a CBF é somente o primeiro movimento do FLAMENGO nesta história sem fim. Tentaremos de todas as maneiras reverter essa situação junto a CBF, causadora original de toda essa confusão e que notoriamente, retaliando o FLAMENGO por sua posição política no CB-13, resolveu dar a maldita taça ao São Paulo.
Patrícia já vinha costurando nos bastidores uma solução que agradasse a rubro negros e tricolores: a divisão do título entre FLAMENGO e Sport e a entrega de duas taças, uma para o FLAMENGO pelo penta e outra para o São Paulo pelo tri inédito. A CBF jogou sujo e retaliou o FLAMENGO antes.
Se não conseguirmos pela CBF, o caminho será pelo CB-13 que terá a obrigação de resolver esta questão sob pena de uma cisão política maior ainda do que já se vê hoje, além da saída do FLAMENGO, o que seria uma tragédia para o CB-13. Lembrando que já temos outros grupos de grandes clubes se organizando fora do CB-13 para negociar contratos e marketing.
A batalha apenas começou e pelo jeito ainda vai rolar muita água por debaixo dessa ponte. O FLAMENGO é muito grande, gigante, maior do que a CBF pensa e essa história não vai ficar assim.
Lembro do fato que mesmo que tirassem nosso HEXA, o que não vai acontecer nunca, pois não podem tirar nosso direito consuetudinário, podem juntar os títulos do arco íris carioca junto com o Ixport que não dá um FLAMENGO.
Arco íris, pode passar recibo a vontade nos comentários. A pagação de mico e a inveja são livres e emanam de vocês.
Não me lembro exatamente como começou essa paixão que consome 365 dias do meu ano e arde sem parar durante 24 horas e chamam de “A Maldição do Samba”, mas sei que teve influência as minhas incontáveis férias em terras cariocas. Logo eu, original da Capital Federal, jamais teria conhecimento do que é um ziriguidum, somente em terras de linhas retas e políticas.
Recordo-me que de 1993 (primeiro contato direto que tive com carnaval por causa do samba do Ita, o famoso “Explode Coração”, que era febre nas rádios em janeiro) até dezembro de 1995 não torcia pra nenhuma, gostava era de curtir todas. Aquele luxo, cores, o som, as arquibancadas, aquelas arquiteturas do Sambódromo, o bailar do Mestre-Sala…
Também me recordo desse mesmo ano de 95, onde eu, pela única vez, passei o carnaval na terra projetada por Niemeyer, o mesmo que projetara a Sapucaí, a qual acompanhava, sozinho, na sala do apartamento do segundo andar da Octogonal I, o desfile das escolas de samba. Todos dormindo! Como testemunha do amor que nascia, somente meu semblante hipnotizado e a TV a meio som, naquela quente madrugada.
Chegou dezembro, novas férias no RJ, manhã chuvosa e eu ganho o LP com os sambas de enredo de 1996. Apaixonei-me pela Mocidade e seu samba-chiclete. “A mão que fazia a bomba” e o samba, também fazia a minha cabeça. Ouvia umas 50 vezes, sem exagero, por dia. Eis que chega fevereiro, domingo de carnaval… Alguém passa em frente ao meu portão, vejo uma pessoa fantasiada pro desfile. Coração palpitava forte. Nunca chegara tão próximo de um desfile, como daquelas plumas amarelas e brancas. E como estava linda a escola da Zona Oeste naquele ano, sob um sol que teimou em sair e acabar com todos os efeitos especiais. Algumas horas após a apresentação, ainda com a fantasia da bateria, um rapaz novamente atravessa meu portão. Percebi que era Mocidade. Impossível esquecer aqueles “Robocop’s”, tema da fantasia. Coração palpitava forte novamente. Nunca chegara tão próximo de uma bateria como naquele momento. Uma promessa ficou guardada para mim: “Um dia serei eu que estarei fantasiado e saindo de casa para desfilar nessa bateria”
Quarta-Feira de Cinzas. Não tinha dúvida, já era um Independente! Verde e branco já eram as cores do meu sangue… Torcia, lutava e afirmava que seria campeã, mesmo com minha mãe (torcedora da União da Ilha) secando, dizendo que a Imperatriz tinha ganho o Estandarte de Melhor Escola e, por isso, já era praticamente campeã.
De repente, fogos, gritos, barulhos de percussão… A Mocidade era a campeã de 1996. Meu pai comemorando o título, gritava meu nome e me chamava para gritar junto “É campeã”
Mas passou o carnaval, a Páscoa, o Dia das Mães, 7 de setembro… e fui percebendo que eu não era apaixonado pela a Mocidade, mas sim pelo samba. Faltava alguma coisa no meu coração para declarar a escola dona dele.
Acho que foi em novembro de 97, ou talvez outubro…. Não importa, ganhei uma fita VHS com o compacto dos desfiles de 1995. Aquele mesmo que eu assistira sozinho na sala de casa, ainda em Brasília. Percebo que havia um desfile do qual não me recordava, justamente o desfile que perdi diante do cansaço de mais de 10 horas de espetáculo. O sono de dois anos antes, foi despertado naquele instante…
Procurei aqui, por instantes, palavras que definissem aquele momento, mas realmente, “não posso definir aquele azul, não era do céu, nem era do mar… Foi um rio que passou em minha vida e meu coração se deixou levar”
E como era belo o samba. Samba não, obra-prima, hino imortalizado pelo um vice-campeonato duvidoso, com cara, pinta, jeito e de fato, Campeão.
Era disso que eu precisava, daquele sentimento que foi acesso…
Chegamos a 1998, meu primeiro ano como portelense, a escola no desfile das campeãs e a Mocidade não. Nenhum sentimento de tristeza pelo fato. Era o teste que faltava, realmente já era da nobre corte da “Majestade do Samba”. Implorei pro meu pai me levar no sábado das campeãs. Ele, muito chateado comigo pela segunda “traição”, relutou. Primeiro me travestiu de vascaíno, mas o moleque não aceitou e foi pra torcida adversária. Agora, pegava o trem de Padre Miguel e desembarcava em Oswaldo Cruz.
Mas ele acatou… Nós fomos, cantei com Rogerinho, na arquibancada, literalmente os 80 minutos e lá tive certeza. Um senhor, nunca mais esqueço, vendo meu esforço durante todo o tempo falou:
- Nossa, tão novo e tão apaixonado pela escola. Quando a Portela for campeã, me lembrarei de vocês. Pode ter certeza.
Em resposta ao simpático torcedor da Viradouro, também falei:
- E eu, quando a Viradouro voltar a ser campeã, me lembrarei do senhor.
Curiosamente, nenhuma das duas foi campeã de lá para cá. Com certeza ele ainda deve se lembrar de mim, assim como lembro da sua mão trêmula ao cantar “Tristeza não tem fim, felicidade sim, sou Viradouro, sou paixão…”
No ano seguinte, pouco sucesso teve a minha torcida… Assim como em 2000. No primeiro carnaval do novo milênio, meu tio, também portelense e flamenguista, estava ao meu lado, vibrando e torcendo para aquele fraco desfile e seu décimo lugar.
2002 foi o ano de um novo gás na paixão azul e branca. O bom desfile rendeu mais que orgulho, mas certeza de que estávamos vivos. Pena que em 2003 tudo novamente foi pro água a baixo.
Mas aí veio “Lendas e Mistérios da Amazônia”, reedição de 1970, último título da Portela sozinha, só ela, mais ninguém. O coração veio a boca, arrepiou braços e pernas, lágrimas quiseram saltar aos olhos, mas precisei ser forte… O ano de 2004 necessitaria de lágrimas mais intensas.
Eis que em 2005, o coração rachou de vez. A Águia, simbolo mais famoso do carnaval brasileiro entrava pelo Setor 1 sem asas, refletindo a falta de organização na concentração da escola. O coração sangrou, a paixão deu lugar a vergonha. Mas como se não fosse tudo, ainda impediram a velha guarda de desfilar, com medo de estourar o tempo. Não tinha mais forças… O amor tinha sido triturado.
Na semana seguinte fui a quadra, como um fiel vai a santa missa da capela, entrei pelo portão e vi uma imensidão de tristeza. Não era essa Portela que eu conhecera. Voltei com o mesmo sentimento…
Desde então, o coração tem se recuperado pouco a pouco, em cada surdo batido com precisão, em cada rodopio do pavilhão, em cada momento que lembro que sou portelense e sou especial por isso…
Curiosamente, no ano que completava 10 anos como torcedor da escola, em 2008, foi a primeira e única vez que deixei de acompanhar um desfile da Portela. Devido ao desfile da Porto da Pedra no qual tinha desfileado na bateria, só cheguei em casa após o desfile da Majestade. Foi uma tremenda tristeza… Justamente o mais belo desfile da escola na década.
Talvez tenha sido um sinal…
No preparativos do carnaval desse ano, depois de dois bons desfiles em 2008 e 2009 e o ânimo renovado, senti algo no último ensaio técnico que nunca sentira antes quando estive na escola… Era a força do canto da comunidade que berrava ao meu ouvindo: VAMOS, NÓS SOMOS A MAJESTADE DO SAMBA… NÓS SOMOS A PORTELA.
E eu vou, mais um ano!
Parabéns, Portela! São 87 anos de idade, 21 títulos e incontáveis momentos de emoção sob teu manto!
Foi com essa pergunta que eu, sozinho, em plena Estação de Campo Grande, esperava mais uma composição rumo a Sapucaí… Uma das tantas que fazem parte do meu cotidiano, mas que no carnaval tem um sentido místico, quase um ritual.
Sinceramente, fantasiei tantas coisas, imaginei momentos, pessoas e até coisas que não poderiam se realizar daquela maneira. Por que? Porque é do inesperado que nasce a imortalidade na memória.
A divertida viagem até o desembarque na Central do Brasil deu uma prévia do que seria meu carnaval. Com um saco de fantasia nas mãos, uma garrafa d’água na outra e muita correria, coloquei-me pela Avenida Presidente Vargas em disparada rumo ao Setor 3, onde precisava guardar minha fantasia da São Clemente. A última vez que lembro de olhar o relógio, ainda em São Cristovão, eram 16:42. Minha concentração estava marcada para às 17 horas ou caso contrário a fantasia da Unidos de Padre Miguel iria para o espaço, ou melhor, para outro ritmista, pois ainda não estava com a mesma.
Cheguei ofegante a entrada das arquibancadas, fechadas, com dezenas de pessoas em volta. Sorte! Sim: sorte. Eis que entre elas estava Claudinho, meu valioso ritmista que garantiria minha fantasia na Unidos, guardada no caminhão dos instrumentos. No pirulito da rua, a hora era implacável: 17:13. Impaciência e irritação tomavam conta já, junto com mais pessoas chegando.
O sol também não dava trégua, minha água já estava no fim e só um pensamento agora imperava: Que começo de carnaval, perderei o desfile da Unidos, ficarei preso do lado de fora esperando até a hora do desfile e ainda estou sem o sapato da fantasia da São Clemente. Que carnaval…
Mas como num roteiro planejado, abriu-se as entradas e junto de mim, dois outros diretores se aproximavam:
- Vai pro caminhão, sua fantasia está lá. Pega logo…
Claudinho, numa malandragem costumeira aos moradores do morro do São Carlos, misutrou às fantasias da Estácio de Sá, dezenas de latinhas de cerveja para poder entrar sem ser barrado. No isopor de quase dois metros com gelo, apenas garrafas pet com água. Genial! Mas quem entraria com as latinhas, ou melhor, com a fantasia da Estácio no Setor 3, enquanto ele levaria o isopor? Eu.
A aventura foi prontamente aceita em meio às gargalhadas irônicas nossas.
E… PASSAMOS!
- Bruno bandido!!! Vou postar no Espaço Aberto! – berrava Claudinho, gargalhavam todos.
Novamente uma São Silvestre, mas agora para guardar as fantasias.
Em seus lugares, vamos colocar a pulseira no Stand da LIESA e partir para mais um desfile. Opa, mais essa agora?
- Você vai desfilar? Cadê sua fantasia? Só podemos colocar a pulseira com a fantasia em mãos ou você fantasiado.
Pronto, agora era o fim. Impossível eu pegar a fantasia lá perto da Escola Municipal Tia Ciata e voltar, sem ser barrado pra sair ou entrar. Só me restava ligar para o Claudinho, mas o mesmo estava ainda arrumando o “contrabando etílico” no isopor. Fui até a saída da concentração tentar convencer os seguranças. Nada feito. Mandaram eu esperar algum diretor que me liberasse.
Novamente ligar para o Claudinho seria o mais correto. Mas agora ele estava a caminho!!!
Para minha sorte, ou azar, ele também estava com o mesmo problema e teve a mesma ideia. Agora são dois ex-ritmistas da Unidos presos antes da concentração.
Mas alguém o avistou:
- Claudinho, entra aí, irmão. Pega sua fantasia…
Foi a senha para o carnaval. Odilon de um lado ajudando um rapaz a se vestir, Andrezinho do Molejo do outro, dando esporro e Mestre Dudu nos recebendo.
O que veio depois? Ficou na memória… O pensamento parou. Idealizações também. Porque assim como todo momento inesquecível, ele precisa acontecer da sua forma, sem atuação humana, ao natural. E das 18:20 daquele Sábado de Carnaval até a manhã da Quarta-Feira de Cinzas, a memória parou no tempo, congelaram-se as lembranças e os momentos se eternizaram.
Claudinho e eu, já preparados para o primeiro desfile do carnaval!
————————————————————————————————
VILA ISABEL 1984
“Pra tudo se acabar na quarta-feira”
(Martinho da Vila)
A grande paixão
Que foi inspiração
De um poeta é o enredo
Que emociona a velha-guarda
Lá na comissão de frente
Como a diretoria
Glória a quem trabalha o ano inteiro
Em mutirão
São escultores, são pintores, bordadeiras
São carpinteiros, vidraceiros, costureiras
Figurinista, desenhista e artesão
Gente empenhada em construir a ilusão
E que tem sonhos
Como a velha baiana
Que foi passista
Brincou em ala (bis)
Dizem quem foi
Um grande amor de um mestre-sala
O sambista é um artista
E o nosso tom é o diretor de harmonia
Os foliões são embalados
Pelo pessoal da bateria
Sonhos de reis, de pirata e jardineira
Pra tudo se acabar na quarta-feira
Mas a quaresma lá no morro é colorida
Com fantasias já usadas na avenida
Que são cortinas
E são bandeiras
Razões pra vida
Tão real da quarta-feira