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Ainda não sei o que gritar, comemorar ou vibrar… Ainda nem sei mesmo o que escrever.
Confesso que, vendo a sequência de títulos paulistas desde 2004, achei que nunca mais fosse ver o Flamengo campeão brasileiro. E confesso também que, da minha garganta, ainda tenho MUITO a falar aos que durante anos disseram que meu time não ganhava nada no Campeonato Brasileiro.
E pensar que após 2007, naquela arrancada do time do Tio Joel deixou um gostinho de título para 2008, onde a decepção nas rodadas finais nos tirou até da Libertadores, hoje foi tudo coroado. Exatamente nas duas últimas rodadas, as duas que faltaram em 2007 e as duas que nos roubaram ambições em 2008, nos deram o título em 2009.
Dezessete anos… Quase uma maioridade. Naquele distante 1992, onde não torcia para time algum ainda, me lembro vagamente do título, do gol do Junior e dos mortos que caíram da arquibancada. Meus tios, enlouquecidos pela conquista, gritavam pela casa. Meu pai, vascaíno, no canto ouvia as comemorações.
Dezessete anos… Depois de tantas idas e vindas tumultuadas do Maracanã, sozinho, com meu pai e/ou amigos, jamais imaginei sentir esse sentimento que sinto hoje.
Dezessete anos… Onde vieram as desilusões com o futebol, chegando ao ponto de torcer contra meu país, mas nunca contra O Mais Querido, nunca.
Dezessete anos… E uma equipe nos rouba o título de maior campeão do Brasil, maior vencedor de todos, mas nunca a de maior equipe de todas.
Dezessete anos… Quantas pessoas saíram e entraram em minha vida, quantas lembranças se foram e outras ainda vivem. Mas um “velho” ídolo, de novo, foi o motor do time.
Dezessete anos… Já não sou mais criança, a Estácio nem mesmo é a atual campeã do carnaval, não temos mais cruzados na carteira e muito menos um presidente “collorido”. Mas temos exatamente o mesmo campeão.
No apito final, as lágrimas que nunca saem do meu rosto por nada, ameaçaram cair em meio a um desabafo, um grito, um berro desesperado de amor: SOU CAMPEÃO BRASILEIRO!!!
Post dedicado a:
1 Bruno
20 Diego
27 Paulo Victor
29 Marcelo Lomba
4 Ronaldo Angelim
14 Álvaro Suspenso
23 Welinton
28 Fabrício
38 Marlon
40 David
2 Léo Moura
19 Everton Silva
42 Rafael Galhardo
6 Juan
35 Jorbison
5 Aírton
8 Willians
13 Maldonado
21 Toró
33 Lenon
39 Rômulo
15 Kléberson
16 Fierro
22 Éverton
30 Erick Flores
32 Alex Cruz
34 Camacho
43 Petković
9 Dênis Marques
10 Adriano
17 Maxi
18 Gil
26 Zé Roberto
37 Bruno Mezenga
Técnico: Andrade
Confesso que, vendo a sequência de títulos paulistas desde 2004, achei que nunca mais fosse ver o Flamengo campeão brasileiro. E confesso também que, da minha garganta, ainda tenho MUITO a falar aos que durante anos disseram que meu time não ganhava nada no Campeonato Brasileiro.
E pensar que em 2007, aquela arrancada do time do Tio Joel deixou um gostinho de título para 2008, onde a decepção nas rodadas finais nos tirou até da Libertadores, hoje foi tudo coroado. Exatamente nas duas últimas rodadas, as duas que faltaram em 2007 e as duas que nos roubaram ambições em 2008, nos deram o título em 2009.
Dezessete anos… Quase uma maioridade. Naquele distante 1992, onde não torcia para time algum ainda, me lembro vagamente do título, do gol do Junior e dos mortos que caíram da arquibancada. Meus tios, enlouquecidos pela conquista, gritavam pela casa. Meu pai, vascaíno, no canto ouvia as comemorações.
Dezessete anos… Depois de tantas idas e vindas tumultuadas do Maracanã, sozinho, com meu pai e/ou amigos, jamais imaginei sentir esse sentimento que sinto hoje.
Dezessete anos… Onde vieram as desilusões com o futebol, chegando ao ponto de torcer contra meu país, mas nunca contra O Mais Querido, nunca.
Dezessete anos… Quantas pessoas saíram e entraram em minha vida, quantas lembranças se foram e outras ainda vivem. Mas um “velho” ídolo, de novo, foi o motor do time.
Dezessete anos… Já não sou mais criança, a Mocidade nem mesmo é a atual campeã e potência do carnaval, não temos mais cruzados na carteira e muito menos um presidente “collorido”. Mas temos exatamente o mesmo campeão.
No apito final, as lágrimas que nunca saem do meu rosto por nada, ameaçaram cair em meio a um desabafo, um grito, um berro desesperado de amor: SOU CAMPEÃO BRASILEIRO!!!
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